Foto / Reprodução
Há um movimento crescente, ainda pouco explorado pela grande imprensa, que merece atenção investigativa urgente: a forma como recursos públicos — especialmente emendas parlamentares — vêm sendo aplicados nos festejos culturais das regiões Norte e Nordeste.
Produtores culturais, empresários de eventos, artistas e trabalhadores da cadeia produtiva da cultura estão se organizando de forma inédita para questionar um modelo que, segundo eles, apresenta falta de transparência, concentração de recursos e ausência de critérios claros na contratação de atrações.
O que está em jogo não é apenas a realização de eventos, mas a sobrevivência de toda uma cadeia econômica que envolve milhares de profissionais — desde artistas locais até técnicos, fornecedores, estruturas e serviços ligados ao turismo.
O movimento aponta para questões sensíveis que merecem investigação
aprofundada:
• Como estão sendo distribuídos os recursos públicos destinados aos festejos?
• Quais critérios definem as contratações artísticas?
• Por que produtores e artistas locais frequentemente ficam à margem desses investimentos?
• Há concentração recorrente de contratos em determinados grupos ou empresas?
• Como as emendas parlamentares estão sendo operacionalizadas na prática?
Diante desse cenário, está sendo articulado o Encontro Regional dos Produtores Culturais do Norte e Nordeste, que ocorrerá no dia 08 de abril de 2026, em Feira de Santana (BA). O evento reunirá representantes do setor com o objetivo de consolidar denúncias, propor diretrizes e elaborar um documento oficial a ser entregue a autoridades públicas.
A ASPEM DA BAHIA (Associação dos produtores, empresários e profissionais da música da Bahia), vem através do seu presidente Guto Cerqueira e Vice-Presidente Paulo Tear, convidar a todos para esse grande debate.
O evento se realizará no Imperial Espaço Eventos, Rua Flores da Cunha, 85 (Final da Avenida
Fraga Maia, ao lado da Arena), Feira de Santana-Ba, às 10:00hs.
Mais do que um encontro, trata-se do início de um movimento organizado por
transparência, equidade e valorização da cultura regional.
Essa é uma pauta que atravessa cultura, política, economia e controle de recursos públicos — e que pode revelar uma engrenagem pouco visível da gestão cultural no
Brasil.
O momento é oportuno para um olhar investigativo mais profundo.
*A cultura está falando. A pergunta é: quem está ouvindo?
