Foto: Reprodução/ Nasa
Nas redes sociais, a agência espacial norte-americana e a Casa Branca chamaram o registro de “primeira foto do lado oculto da Lua”.
Mas, apesar do impacto, não é a primeira vez que essa região aparece em imagens oficiais: a própria NASA já havia fotografado o hemisfério na Apollo 16, em 1972, e a União Soviética fez o primeiro registro histórico em 1958, com a sonda Luna 3.
Viagem de volta já começou
Os quatro astronautas da Artemis II iniciaram o retorno para casa após concluírem a volta completa ao redor da Lua na noite de segunda (6). Essa manobra é um dos principais objetivos da missão, e marca a retomada da presença humana nas proximidades do satélite depois de mais de 50 anos.
A chegada à órbita lunar aconteceu às 15h45 (horário de Brasília). O sobrevoo durou cerca de seis horas e quebrou recorde: a tripulação atingiu 406,6 mil quilômetros da Terra, a maior distância já percorrida por humanos no espaço. O recorde anterior era da Apollo 13, que chegou a cerca de 400 mil quilômetros em 1970.
O que os astronautas viram por lá
Segundo a NASA, a equipe fotografou e descreveu detalhes da superfície lunar, como crateras de impacto, antigos fluxos de lava, rachaduras e cristas formadas ao longo da evolução da Lua. Também observaram diferenças de cor, brilho e textura, que ajudam cientistas a entender melhor a composição do satélite.
E teve espetáculo extra: durante o período de observação, os astronautas assistiram a um eclipse solar total que durou cerca de uma hora. O fenômeno permitiu ver a coroa solar, normalmente escondida pelo brilho intenso do Sol, com detalhes de formas, cores e variações de luminosidade.
Veja as fotos:





