Documento de IPO da SpaceX divulgado nesta semana sinaliza ruptura com planos históricos da Tesla de eletrificação baseada em fotovoltaicos. A xAI, empresa de inteligência artificial do empresário, formalizou contratos bilionários com fornecedoras de gás natural para alimentar operações com turbinas não reguladas, consolidando combustíveis fósseis na estratégia de treinamento de modelos como o Grok.
A mudança contrasta com as quatro Master Plans da Tesla, que defendiam migração de economia baseada em hidrocarbonetos para matriz solar. Apesar de compras internas entre companhias — SpaceX adquiriu 1.279 Cybertrucks e xAI investiu US$ 697 milhões em Megapacks —, não houve aquisição relevante de painéis da Tesla para uso terrestre.
O foco agora mira órbita: a SpaceX apresenta solar espacial como futuro energético para processamento computacional. Musk argumenta que instalações fora da Terra oferecem eficiência cinco vezes superior, sem ciclo diurno, nuvens ou atmosfera, eliminando necessidade de baterias. Ele prevê que espaço será local mais barato para IA em menos de 36 meses, citando entraves regulatórios como barreira para expansão em solo, especialmente em áreas como Nevada.
A decisão provoca críticas de ambientalistas por aparente contradição com discurso anterior, enquanto defensores alegam pragmatismo diante do consumo massivo de GPUs, considerado incompatível com intermitência fotovoltaica em escala industrial
